Culpas e desculpas
Raramente se raciocina assim: “perdemos, pronto! Não há nada para ficarmos satisfeitos. A conclusão é que não estivemos ao nível desejado ou o adversário foi melhor”.
Pensam que as derrotas são catástrofes. Pensar assim não leva a lado algum.
Há que pensar positivo. Perde-se porque, às vezes, as equipas perdem. Tão simples como isso. Nada se ganha tentando encontrar desculpas em arbitragens ou em atribuir os próprios erros a outros.
Mas há também aqueles, sobretudo os treinadores, que personalizam em si mesmos a causa das derrotas e fracassos. É frequente, terem este tipo de discurso: “Perdemos porque eu errei, tive más opções”.
A uns e a outros eu digo que, frequentemente, o mais estranho não é termos perdido “x” jogos, mas, se calhar, termos vencido “y” jogos. É que as equipas adversárias também são protagonistas e o nível do jogo é cada vez mais elevado e é decidido, muitas vezes, por pequenos detalhas (lesões, arbitragens, substituições, falhas, etc.) que não são controláveis.
Pensem nisto.
Por Óscar Rosas

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