Entrevista a Marco Almeida
Esta semana o “Tempo Morte” é dedicado a um atleta que considero ter sido, na época passada, o melhor jogador sénior do distrital da AFP. Num artigo que então escrevi dizia sobre ele: “num contexto de liderança é a referência da equipa: Num sentido figurativo pode ser considerado a extensão do comando central de onde emanam todas as ordens do treinador Paulo Ribeiro: A ele aplica-se a máxima “é ele e mais quatro”. É um regalo para os olhos vê-lo distribuir o seu toque de génio por todo o terreno. Assistências brilhantes, remates perigosos são alguns dos aspectos que compõem o seu vasto reportório. Em suma: muita classe. Para mim o melhor jogador da divisão de honra.” (sic)Trata-se de MARCO ALMEIDA, atleta do Clube Académico de Sangemil.
Marco Almeida [MA]: Ao contrário do que é usual não tive qualquer experiência como atleta dos escalões de formação. Aos 21 anos iniciei-me como atleta federado na Académica de Monte Pedral. Seguiu-se a ADR Gandra, Amanhã da Criança e o Clube Académico de Sangemil, clube que represento há 6 anos.
[OR]: Qual o balanço que fazes da tua carreira?
[MA]: É um balanço necessariamente positivo, quer a nível pessoal quer a nível desportivo. O futsal permitiu-me a criação de relações fortes com um grupo de pessoas que me têm acompanhado no meu percurso desportivo que me enriqueceram bastante como pessoa. Sem elas não seria, certamente, o homem que sou hoje.
[OR]: Qual o momento que mais te marcou desportivamente?
[MA]: Sem dúvida a subida, ao serviço da ADR Gandra, aos campeonatos nacionais da FPF. Tinhamos, como bem sabe já que era o nosso treinador, uma equipa fabulosa, em que sobressaía o Milson (ex-Alpendorada, Modicus, etc e que actualmente representa o Junqueira)
que praticava um futsal moderno, de grande qualidade.
[OR]: Nesta pré-época, bem como no jogo da 1ª jornada da divisão de honra já disputado, estás a revelar aquilo que já se tinha visto nas épocas anteriores: exibições convincentes. Porém tens marcado alguns golos ultimamente. Significa que vamos ter um Marco goleador?
[MA]: Não necessariamente. Os golos estão a aparecer naturalmente. Nunca fui um goleador “nato”. Sou mais um jogador do “último passe”. Porém a qualidade do actual plantel do Sangemil permite-me que possa aparecer, de uma forma mais assídua, junto da área de finalização.
[MA]: Tenho a consciência que sou uma unidade muito importante no plantel. Grande parte do plantel está junto há vários anos e como que se habituou a que eu assumisse responsabilidades acrescidas ao nível da condução do jogo. E eu não sou jogador de me esconder, de fugir as responsabilidades. Porém o Sangemil é uma equipa grande e as equipas como a nossa nunca dependem apenas de um jogador.
[OR]: Tens como objectivo a curto/médio prazo representar um outro clube de maior dimensão que o Sangemil?
[MA]: Não. Atendendo a minha idade, 31 anos, e a forma como sou tratado no Sangemil, penso acabar aqui a minha carreira, nomeadamente se o clube conseguir continuar a manter o núcleo duro dos atletas que compõem o actual plante e dos quais sou particular amigo. Se o grupo de desmoronar a minha posição poderá sofrer alteração.
[OR]: Na época passada o Sangemil era apontado como um dos favoritos à subida de divisão, o que não se veio a verificar. Sentiste alguma frustração por isso?
[MA]: Sim, tal como toda a equipa. Dada a valia do plantel só poderíamos aspirar à subida. E isso viu-se pela 2ª volta que fizemos onde em 15 jogos ganhamos 13, tendo empatado apenas 2 na casa dos dois primeiros (Cohaemato e Aves) que acabaram por subir aos nacionais. Podíamos e devíamos ter subido de divisão mas este não é ainda o momento nem o lugar para fazer a análise das causas do insucesso. Talvez numa outra altura.
[MA]: É o que eu e o clube queremos. Aliás todas as pessoas ligadas à divisão de honra colocam o Sangemil entre os principais favoritos à subida de divisão. Eu também acho. Claro que a responsabilidade aumenta, mas é uma pressão boa, porque partimos para uma competição que sabemos que podemos vencer. O plantel é claramente mais forte e equilibrado que o do ano passado. Aliás é um plantel de luxo, enriquecido por vários elementos que na época passada disputavam os campeonatos nacionais e que se vieram juntar ao já forte plantel da época passada. Tomos nós, treinador, atletas e directores, assumimos declaradamente que o objectivo é o da subida de divisão.
[OR]: Como tem sido os primeiros tempos de Sérgio Carvalho como treinador do Sangemil? Diferentes dos treinadores anteriores?
[MA]: Cada treinador tem a sua forma de trabalhar e o Sérgio Carvalho apresenta métodos diferentes, por exemplo, do treinador da época passada. Contudo, até ao momento, os jogadores têm-se dado bem com a forma de trabalhar do actual treinador.
OK, Obrigado por esta entrevista e felicidades para ti e para o Sangemil.
Por Óscar Rosas



gd Marco, kem diria k já tens 31...parece 51. um jogador k passou ao lado de uma boa carreira, k bem merecia. tanta gente distraída, eu ainda tentei...mas tarde. akele abraço.
ResponderEliminarUm grande amigo feito no futsal... nunca mais me esqueço de o ver a aquecer o jogo todo no torneio de Verão em Grijó, quando se estreou pela Chietti... o mister a pedir pra eu sair, fui marcar um canto, quando ia permitir ao puto dar uns chutos na equipa das estrelas, acaba o jogo! É essa a imagem que fica! :)
ResponderEliminarFalando a sério, um grande amigo e um grande homem. Como jogador, só não subiu mais alto por gostar mais de estar com os amigos do que competir sem amigos. Grande abraço do "manquinho" de Grijó. Ass: Hugo
Parabéns pela excelente notícia e um grande abraço a um dos jogadores mais carismaticos quer a nivel de técnica quer a nivel de perfil que existe no futsal da A F Porto.
ResponderEliminarA tua qualidade de jogo quer sejas interventivo quer sejas passivo é digno de registo.
Grande Marco
Abraço
SACCHI
Um grande abraço para ti Marco, e por varias vezes comentei em conversas que uma 1º divisão estaria perfeitamente ao teu alcance, agora esquece, estas velhote lol...
ResponderEliminarDinho