sábado, 18 de setembro de 2010

Artigo de Opinião por Óscar Rosas

A importância do treinador dos escalões de formação
É prática mais ou menos generalizada nos clubes de futsal portugueses e nomeadamente na AFP, que é aquela que melhor conheço, verificar-se que á frente das equipas dos escalões de formação estão, quase sempre, treinadores inexperientes, muitas vezes jovens, e que, como tal, tendem a seguir modelos de treino e formas de estar não adequadas para quem vai treinar.
Desvaloriza-se assim a importância do treinador das camadas jovens.
É, a meu ver, uma visão totalmente errada. Aliás penso até que treinar equipas dos escalões de formação assume uma responsabilidade acrescida, superior à de treinar seniores. É possível que num futuro artigo possa vir a desenvolver esta ideia.
Ainda se assiste, sobretudo no inicio da época, a treinos do tipo militar, que consistem em correr na praia e/ou no pinhal e depois no pavilhão, dando n voltas ao mesmo, sem que a bola alguma vez esteja presente.
Estes treinadores têm tendência para aplicar aos jovens os exercícios que tinham visto nos treinos das equipas seniores onde tinham jogado.
É um tipo de treino totalmente ultrapassado.
Os dirigentes dos clubes devem esforçar-se por colocar e manter treinadores mais experientes e com necessária formação e motivação à frente das camadas jovens e que tenham como adjuntos jovens com espírito de missão, isto é, que não venham treinar jovens como uma ponte de passagem na carreira.
Felizmente que actualmente o grau de preparação da nova geração de treinadores é considerável, resultante das qualificadas acções de formação que lhe são ministradas pelos seus instrutores.
Sugiro até a ideia de que todos os clubes de futsal que o possam fazer contratem um coordenador – técnico necessariamente experiente – que possa efectuar um plano de trabalho que englobasse todos os escalões de formação do clube e fizesse, ele próprio, o supervisionamento do mesmo ao longo da época.
É que olhar para os jovens que treinamos é ver neles o futuro não só da modalidade mas também como HOMENS.
Por Óscar Rosas

3 comentários:

  1. Boa tarde,

    Sou um seguidor deste blog assim como dos artigos de opinião do Sr. Óscar Rosas, que desde já saudo.
    Permita-me discordar da sua opinião contra as equipas de escalões de formação serem treinadas por treinadores inexperientes. Acredito que, como em tudo na vida, essa afirmação possa ser verdadeira em certas situações, mas não se deve generalizar! Em primeiro lugar acho que essa afirmação desvaloriza a formação dada pelos formadores, em geral de grande experiencia na área do desporto e do futsal, que ministram os cursos da A.F.P.. Segundo, fico na duvida, tendo em conta o que diz, por onde deveria começar um treinador "inexperiente", pelos séniores?
    Sou orgulhosamente treinador de uma equipa de juniores da 1ª divisão da A.F.P., julgo que este seja tambem um escalão de formação, e sinceramente acredito que juntamente com o meu colega que tirou o curso comigo no ano passado, também "inexperiente", que temos feito um bom trabalho com os jovens que lideramos.
    Desculpe este comentário discordante, mas acho que generalizar as situações não é correcto, porque olhando para a sua afirmação os novos técnicos não teriam por onde começar, e diga-se de passagem, que temos por ai muitos treinadores com muita experiencia de futsal, que esses sim, dão esses "treinos do tipo militar" a que se refere, o que comprova que não é a experiencia ou não que tem importância, mas sim os métodos de treino e as ideias dos treinadores. Secalhar fui eu que tive sorte nos formadores do meu curso de treinador que me deram as ideias correctas acerca de como se deve treinar e liderar jovens!

    Saudações

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  2. Prezado Alexandre;
    Desde já agrdeço-lhe a amabilidade de ser um seguidor deste blog em geral e em particular dos meus artigos de opinião.
    No seu comentário refere que discorda da minha opinião de que os escalões de formação não devam ser treinados por treinadores jovens e inexperientes. Pergunta até se tais treinadores não deveriam comçar pela formação comecavam por onde, pelos seniores?
    Ora acontece que no meu artigo eu já dava a minha solução ideal (não a que sempre é possível) para o problema, isto é, os jovens treinadores inexperientes começarem a trabalhar como adjuntos de treinadores já com "tarimba" ganhando asim a necessária experiência para mais tarde poderem "voar sózinhos".
    Não concordo também consigo quando refere que eu desvalorizo a formação dada pelos formadores, em geral de grande experiencia, nos cursos ministrados pela AFP. Se estiver atento verificará que no meu artigo digo que "felizmente que actualmente o grau de preparação da nova geração de treinadores é considerável resultante das qualificadas acções de formação que lhe são ministrados pelos seus instruotres" (sic). Se isto é desvalorizar tais acções...
    Finalmente quanto ao treino do tipo militar a que se refere nunca disse que quem os dá são jovens treinadores com formação adequada. Estava mais a pensar em treinadores sem experiência (jovens ou não) mas também sem as competências necessárias - resultantes de uma boa formação.
    Espero, sinceramente, que este meu comentário tenha servido para desfazer alguns equívocos.

    Óscar Rosas

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  3. Caro Sr. Óscar Rosas,

    Desde já agradeço a sua resposta ao meu cumentário.
    Se reparar no meu cumentário, poderá ver que não digo discordar das suas observações, somente com a generalização acerca de novos treinadores que emanam das mesmas. É claro que um treinador com "tarimba" como diz, tem, ou deveria ter, muito mais argumentos e qualificações para o treino em geral. É obvio que um treinador saido da formação não tem as mesmas armas que aqueles que já cá andam à muitos anos. Só acredito que existem treinadores jovens e sem experiência prática enquanto treinadores, com qualidade e amor à modalidade suficiente para tentar sempre evoluir em termos de treino com o intuito de melhorar as capacidades tacticas, tecnicas e até humanas dos jovens que dirigem. Da mesma forma há muitos treinadores com "tarimba" que não têm a minima capacidade ou personalidade para lidar com jovens, e estou certo que concordará comigo neste aspecto!

    Mais uma vez agradeço a amabilidade de ter respondido ao meu cumentário.

    Alexandre Gonçalves

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